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Era Vargas na Integra


Cine Jornal

 

Cine jornal, 6 de março de 1939

O ensino de história durante a Era Vargas (1930-1945) caracterizou-se pela difusão de uma nova idéia de identidade nacional: um povo brasileiro forte mas pacífico, unido sob um mesmo governo e norteado pelos valores e qualidades dos bandeirantes paulistas. Esse mesmo princípio serviu de base para a criação dos cinejornais, programas informativos produzidos pelo Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) - órgão de publicidade e informação governamental - exibidos nos intervalos de sessões de cinema. 

Os cinejornais podem ser definidos, como "parentes" dos telejornais atuais. Os programas abordavam temas diversos (sobretudo os relativos às realizações do governo), tinham uma duração média de sete minutos e atingiam um público relativamente grande. Em 1944, por exemplo, o número de espectadores em salas de cinema chegou a quase 49 milhões na cidade de São Paulo, cuja população era de aproximadamente 1,3 milhão de habitantes.

 




Escrito por 3ºB às 22h25
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Teatro de Revista

Uma das primeiras montagens de Walter Pinto - Teatro Recreio -  Rio de Janeiro, anos 40.  Read more: http://cifrantiga3.blogspot.com/2006/03/teatro-de-revista.html#ixzz1v54LIJEF

Uma das primeiras montagens de Walter Pinto - Teatro Recreio -  Rio de Janeiro, anos 40.

O Teatro de Revista - ou simplesmente revista, como se costumava chamar - foi um gênero teatral derivado dos vaudevilles parisienses, que eram comédias teatrais, acompanhadas de arietas e pequenos coros. Os personagens geralmente se envolviam em situações equivocadas, que iam evoluindo em seu traço cômico conforme a peça se desenrolava. O autor pouco se aprofundava no aspecto psicológico dos personagens. 

No Brasil, esse tipo de dramaturgia chegou na segunda metade do século 19, tornando-se uma das mais relevantes manifestações culturais da época, e revelou inúmeros talentos do âmbito cultural, tais como a famosa Carmen Miranda (imagem a direita), sua irmã Aurora, as tão conhecidas vedetes como  Wilza CarlaDercy GonçalvesElvira Pagã e outras. No início, caracterizava-se por passar em revista o ano anterior, numa espécie


A partir da Primeira Guerra Mundial o Brasil ficou isolado do resto do mundo, grandes teatros foram fechados e a revista passou a ter um formato tipicamente brasileiro, em que sotaques e costumes absolutamente nacionais ganharam importância. Nessa época, a música começou a ocupar um lugar tão relevante quanto o texto. Os “revisteiros” mais famosos desse período foram Carlos Bettencourt e Luís Peixoto. Em meados dos anos 40, tem início a fase da féerie (confusão alegre), quando o Teatro de Revista perde seu teor de crítica social e ganha um ar inspirado nas produções da Broadway, em que imperavam o clima sensual e os números de dança. Essa fase foi chamada de music hall e seu maior nome foi Walter Pinto. Grandes músicos que marcaram a história da música brasileira, como Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha, Ary Barroso e Lamartine Babo, contribuíram para o desenvolvimento do gênero. deretrospectiva dos fatos políticos e sociais mais marcantes do período. Tratava-os de forma satírica e utilizava muita música e dança durante as cenas, exatamente como as companhias portuguesas faziam. 


O Fim do Teatro de Revista no Brasil


Salvyano Cavalcanti de Paiva, jornalista e critico de cinema.

Segundo o jornalista Salvyano Cavalcanti de Paiva (imagem à esquerda), que pesquisou o assunto durante anos para escrever o livro Viva o Rebolado (Nova Fronteira), foi uma conjunção de fatores que acabou levando ao extermínio 

desse tipo de entretenimento, tão popular por quase um século. “Entre as causas apontadas por diferentes estudiosos estão, com mais freqüência, as de ordem ética, as financeiras, as políticas. Inegável é que as mudanças sociais, principalmente as ocorridas nas grandes capitais cosmopolitas, acarretando a liberação e a permissividade nos logradouros públicos, os avanços da moda de vestir ou desnudar-se da mulher e o comportamento desinibido diante dos velhos padrões constituíram componentes valiosos no ato de tornar a revista obsoleta”, explica ele na obra. A chegada da televisão freqüentemente é apontada como uma das razões que levaram o gênero à derrocada. Paiva, no entanto, não concorda. “Acusa-se a concorrência violenta, avassaladora da televisão como paradigma da derrota do teatro musicado; mas nos Estados Unidos o 

nível dos musicais transferidos para a TV é bem mais requintado, e nem por isso deixaram de representar revistas e burletas [rápida comédia, originária do teatro   italiano do século 16, que geralmente é musicada] em Nova York”, pondera o jornalista. Embora vários fatores sejam apontados como causadores do desfecho, quando se fala de uma das mais importantes manifestações culturais que o Brasil já teve a nostalgia invade a cena. “Sempre haverá gente no mundo para se deslumbrar com as plumas, para ver o tamanho do brinco da vedete e admirar seu umbigo de fora”, disse a ex-vedete Mara Rúbia, uma das maiores de seu tempo.




Escrito por 3ºB às 21h05
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O Cinema Nacional na era Vargas

  O cinema foi um dos meios de comunicação que participaram desse esforço concentrado. Alguns filmes eram essencialmente nacionalistas, exaltando figuras históricas ou fazendo apologia à política forte de Vargas, para muitos, necessária naquele contexto histórico e econômico.A aproximação do presidente com a classe cinematográfica se deu tanto em relação aos produtores, financiando filmes e viabilizando através de leis a obrigatoriedade da exibição de filmes de curta-metragem, quanto com os técnicos, regulamentando a profissão, permitindo um campo de trabalho com alguma estabilidade.

  Alguns cineastas batalharam para fazer do Estado o grande mecenas do cinema brasileiro, reivindicando, portanto, que ele desempenhasse um papel ativo e protetor dessa atividade cultural para fazer frente ao cinema norte-americano, muito bem situado no mercado brasileiro. Atendendo aos apelos da classe, o governo decretou, em 1932, a lei de obrigatoriedade de exibição de filmes nacionais. Com o apoio de Vargas, a indústria cinematográfica, até então deficitária, conseguiu equilibrar-se. Getúlio Vargas foi considerado pela categoria beneficiada como o "pai do cinema brasileiro".

  O cinema era utilizado amplamente para fazer de Vargas um homem verdadeiramente conhecido em todos os pontos do país. A sua imagem, quase sempre sorridente, despertava no povo a esperança de dias melhores e projetava para o povo a idéia de que ele encarnava de fato o "Pai dos Pobres". Essa idéia tornou-se consenso, sobretudo entre as classes populares formadas por uma multidão de homens e mulheres simples do povo, operários e demais trabalhadores urbanos.

 O cinema recebeu especial atenção porque nessa época a imagem passou a ser considerada como instrumento importante para a conquista das massas. Os ideólogos do Estado Novo e o próprio Vargas demonstraram grande interesse nesse campo. O governante concebia o cinema como veículo de instrução e, nesse sentido, declarou "o cine será o livro de imagens luminosas em que nossas populações praieiras e rurais aprenderão a amar o Brasil. Para a massa de analfabetos, será a disciplina pedagógica mais perfeita e fácil".

 Esses filmes eram também uma fonte alternativa para se contrapor à hegemonia da produção "hollywoodiana" que já nos anos 30/40 inundava o mundo com suas histórias, seus costumes e com o "american way of life". Possibilitar um fortalecimento dos filmes nacionais, que empregavam técnicos, atores, músicos, cantores, orquestras, enfim, a mão-de-obra nacional, e apresentavam o Brasil para os brasileiros de todas as regiões era algo muito importante para as pretensões de formação do caráter identitário por parte do Poder Executivo.



Escrito por 3ºB às 20h11
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A Era do Rádio no Brasil

O radio chegou oficialmente ao Brasil em 1922, com a transmissão de um discurso do Presidente Epitácio Pessoa. A "Radio Sociedade" do Rio de Janeiro foi fundada um ano depois, em abril, ela foi a primeira emissora de rádio do Brasil, porém em novembro surgiu uma nova emissora chamada "Sociedade Radio Educadora Paulista". A novidade desta tecnologia era a flexibilidade e a rapidez com que as noticias podiam chegar a massa. O locutor podia interferir a uma tranmissão de rádio para dar notícias de ultima hora.

Naquela época, o número de receptores de sinal de rádio era muito pequeno, por isso vizinhos e amigos juntavam-se para poder ouvir as noticias. Em 1927, a Radio Educadora Paulista instalou auto-falantes em diversos pontos da cidade para transmitir os jogos de futebol. Multidões se reuniam para poder escutar a rádio.


O radiojornalismo começou a crescer por volta de 1935. O precursor do programa jornalistico foi o Reporter Esso, lançado pela Radio Nacional em 1941, ele foi um dos primeiros a utilizar os critérios jornalisticos atuais, utilizando-se da objetividade e precisão nas notícias. No entanto, todos os noticiários eram preparados pela UPI (United Press International), o que fez com que o  rádio tivesse uma visão norteamericana predominante.


O radio foi um grande aliado de Getúlio Vargas para difundir a política do Estado Novo. Getúlio com sua censura aos meios de comunicação conseguiu forte controle sobre a população. Em 1938, foi lançado pelo governo o programa de rádio "A Hora do Brasil", era um programa que tinha transmissão diária e ressaltava os principais atos do Presidente, musicas brasileiras controladas pelo governo e informações culturais e artísticas de várias regiões do Brasil. A Hora do Brasil era um programa de rádio claramente nacionalista, em 1962 passou a se chamar "Voz do Brasil" que tinha início as 19h e durava uma hora. rádio tivesse uma visão norteamericana predominante.



Escrito por 3ºB às 08h47
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Introdução

Getúlio Vargas governou o Brasil durante 15 anos ininterruptos (1930-1945), este período é conhecido como a Era Vargas e foi muito representativo na história do Brasil porque representou grandes avanços e um regime ditatorial no Brasil. Durante o governo de Vargas, ocorreram diversas transformações nacionais: a industrialização progrediu de forma substancial, as cidades cresceram, o Estado se tornou forte, interferiu na economia e foi instaurada uma nova relação com os trabalhadores urbanos. Enquanto permaneceu no poder, Vargas foi chefe de um governo provisório (1930-1934), presidente eleito pelo voto indireto (1934-1937) e ditador (1937-1945).


Este blog foi fundado com o objetivo de pesquisa e busca de conhecimento sobre a mídia na Era Vargas. Aqui serão tratados temas como:


  • A Era do rádio no Brasil
  • Teatro de revista
  • Cinema Nacional
  • Cine - Jornal

Este blog foi criado por:
  • Bruno Meireles
  • Caio Minoru
  • Fernanda Emilio
  • Lucas Torres
  • Renan Miguel
  • Victor Watanabe
Alunos do último ano do ensino médio, da Colégio Estrela Sírius.


 



Escrito por 3ºB às 08h20
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